O transistor de unijunção (UJT
ou TUJ) possui características bem diferentes do transistor bipolar, tem
duas regiões dopadas com três terminais externos. É constituído a partir
de uma fatia de material semicondutor tipo "N" com dois contatos ôhmicos
nas extremidades os quais da origem a base 1 (B1) e a base 2 (B2). Nas
proximidades da base 2 é feita uma junção "PN" da qual sai o terminal
denominado Emissor (E). O nome unijunção vem do fato de sua estrutura
apresentar uma única junção "PN".
RB2 = Resistência da base 2 Figura 01 - Estrutura, símbolo, circuito equivalente do TUJ Considere inicialmente a tensão de emissor igual a zero, então a tensão
no pisor (VRB1) polariza inversamente o díodo emissor. Aumentando
ligeiramente a alimentação do emissor (VE) até ficar ligeiramente maior
que VRB1 o díodo emissor será ligado. Como a região "P" é fortemente
dopada em relação à região "N", as lacunas são injetadas na região "N"
equivalente a RB1. VE cai rapidamente para um valor baixo e a corrente de
emissor aumenta.
Analisando o circuito equivalente na figura 01, conclui-se que, para o
TUJ conduzir é necessário que inicialmente circule uma corrente através do
emissor, e isto ocorre quando, VE for maior ou igual a VD+VRB1, onde
VD é a tensão que faz o díodo emissor conduzir e VRB1 corresponde à queda de tensão na região
inferior do pisor.
2.1- Razão intrínseca - A razão intrínseca de afastamento
(representada pela letra h, pronunciada como "eta") é na verdade o fator
do divisor de tensão proporcionado pelas resistências RB1 e RB2, as quais
fazem parte da estrutura interna do TUJ. Faremos a seguir uma análise do parâmetro "eta" a partir da expressão
que traduz o funcionamento do TUJ em relação à uma tensão (VE) aplicada no
emissor, ou seja:
e) Reagrupando os resistores, intrínseco do TUJ, temos: onde: Valores de
RB1 = Resistência da base 1
RBB =
Resistência interbase
VBB = Tensão interbase
VE = Tensão entre
emissor e base


(eta) é uma razão intrínseca do TUJ fornecida pelo fabricante,
portanto,
,sendo RBB=RB1+RB2
.
estão na faixa de 0,5 a
0,8. Por exemplo um 2N2646 tem um
de 0,65. Se o circuito
ao lado, for alimentado com 10 V, a tensão (VE) a ser aplicada para
disparar o TUJ deve ser:
Figura 02 - O polarização do TUJ
Apresentamos algumas
características do TUJ 2N2646, o mais utilizado; bem como o encapsulamento
e a vista de baixo com a disposição dos terminais de emissor (E), base 1
(B1) e base 2 (B2).

Figura 03 - Encapsulamento e Terminais do TUJ
O oscilador de
relaxação é um circuito com TUJ que tem como funcionamento básico controle
da corrente que carrega um capacitor até disparar o TUJ, permitindo gerar
pulsos na saída.

Figura 04 - Oscilador de Relaxação
4.1- Função dos componentes e cálculo do oscilador de relaxação:
Capacitor C - dispara o "TUJ" e juntamente com o resistror "RE" determina a frequência de oscilação do circuito.
Resistor R - limita a corrente de carga do capacitor, determinando a frequência máxima.
Potenciômetro P - Controla a corrente de carga do capacitor, atuando para variar frequência do oscilador.
Resistor R2 - possibilita a retirada de pulsos positivos.
Resistor R1 - proporciona estabilidade térmica ao circuito.
Cálculo do resistor R1 - parte de um dado do fabricante, por exemplo para o 2N2646, e:
Cálculo do resistor R2 - geralmente utiliza-se na faixa de 22R a 150R, porém, para tiristores utiliza-se a fórmula:
Cálculo do resistor RE - parte de um compromisso entre os valores permitidos (RE máximo e RE mínimo), para o emissor, quais sejam:
RE maior que REmáx o TUJ não dispara (IE não alcança IP)
RE abaixo de REmin, O TUJ não corta (IE não alcança IV)
Cálculo do capacitor C - para um cálculo aproximado onde o tempo de descarga é desprezado utiliza-se a expressão:
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Última atualização - 25.04.2006
Referência: www.w3schools.com